“Salvaterra tem filme premiado na IV Mostra Amazônica do Filme Etnográfico PDF Imprimir E-mail
Por Dario Pedrosa   
12-Nov-2009

Foi premiado na IV Mostra Amazônica do Filme Etnográfico, realizada de 27 a 31 de outubro em Manaus, o documentário “Salvaterra – Terra de Negro”. Dirigido por Priscilla Brasil, o filme mostra a luta de uma comunidade quilombola do Marajó pela posse da terra e pela preservação de sua identidade cultural. “Salvaterra – Terra de Negro” foi realizado pelo Instituto de Artes do Pará (IAP) em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

Em sua quarta edição, a Mostra Amazônica do Filme Etnográfica tem como tema a reflexão e a discussão sobre os problemas da região através da produção audiovisual. Além de “Salvaterra – Terra de Negro” a Mostra exibiu ainda filmes como “Chico Mendes. Eu quero viver”,” Homens, Máquinas e Deuses”  e “Uma dádiva para a floresta”.

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Inicialmente o "Salvaterra - Terra de Negro" foi concebido como um registro cultural e artístico das manifestações das comunidades quilombolas de Salvaterra, região do Marajó. Mas após uma pesquisa inicial, os roteiristas Vladimir Cunha e Priscilla Brasil perceberam que a relação com a terra era um tema comum a todos os entrevistados. “Era um povo confinado e isolado por conta do crescimento das fazendas em torno de suas comunidades. À medida que continuávamos com a pesquisa para o roteiro, fomos descobrindo o quanto essa situação afetava essas pessoas em todos os níveis, pois comprometia não só o seu livre trânsito pela região, mas também todas as suas atividades, como a pesca, a agricultura, o lazer e até mesmo suas manifestações religiosas”, explica Priscilla.

Para Júnior Soares, gerente de Artes Literárias e Expressão de Identidade do IAP, além da questão sócio-econômica, outra surpresa revelada pelo filme foi a diversidade cultural das comunidades quilombolas do Marajó. “Esperávamos encontrar apenas o carimbó, mas acabamos nos surpreendendo com as ladainhas em latim, o boi-bumbá marajoara e os cultos afro-brasileiros. São manifestações muito ricas e diversas, que só podiam ter surgido em uma região com características muito específicas como aquela. A meu ver, essa riqueza cultural foi muito bem representada pelo filme e ganhou muito mais importância quando se percebe que ela está atrelada à luta pela posse da terra”, afirma ele.

Segundo Jaime Bibas, presidente do IAP, a premiação de Salvaterra – Terra de Negro cumpre um dos principais objetivos do projeto: o registro e a divulgação das manifestações culturais das comunidades quilombolas. “Ficamos muito felizes com essa premiação, pois ela é a prova de que o filme está cumprindo o seu papel de divulgar não só a cultura dessas comunidades, mas também de provocar a reflexão em torno das condições nas quais elas vivem. São discussões importantes, que esperamos que ganhem força através da exibição do documentário em outras mostras e festivais brasileiros.”, diz Bibas.
Além de “Salvaterra – Terra de Negro”, o Instituto de Artes do Pará planeja o lançamento de um livro baseado nas comunidades retratadas no documentário. Existe ainda a possibilidade de dar continuidade ao registro das comunidades quilombolas do estado. “Nos anos anteriores fizemos uma série de documentários chamada ‘Terra de Negro’. Foram três volumes sobre os quilombolas paraenses. Está em nossos planos dar continuidade a esse trabalho de registro e resgate cultural dessas comunidades”, informa Júnior Soares.

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Comentários
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georgina (craveiro )   |28/02/10
moro aqui em Pindare mirim Ma e gosto de saber das noticias dai. sucesso no seu trabalho
georgina (craveiro )  - noticias de salvaterrra   |28/02/10
Parabenms Darinho pelas noticias de minha terra
gilmar merces   |22/01/10
belissimo documentario dario pedrosa voce ta de parabéns.pelo belo trabalho que vem desenvolvendo na ilha do marajó fico muito FELIZ em ter te conhecido pessoalmente continua essa pessoa maravilhosa que voce é que DEUS SEMPRE TE ILUMINE UM GRANDE ABRAÇO
jair pena  - Riqueza cultural   |13/12/09
Vi o documentario na tv cultura e achei uma riqueza cultural belissima,Alem do enfoque da questaão do latifundio que diminui os espaços das populações tradicionais.Se pretendermos ser modernos temos respeitar a historia e a identidade cultural de formação etnica.Parabéns Salvaterra tua historia é tambem nossa historia,
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