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Homossexuais sofrem assédio moral em Soure
O Liberal   
20-Jan-2009

Uma festa para encerrar um encontro de universitários de Letras acabou em manifestação pelas ruas de Soure, no Marajó, na última sexta-feira, quando cerca de 250 participantes do XII Encontro Paraense dos Estudantes de Letras (Epel), foram impedidos de participar da festa de encerramento do evento, que aconteceu entre os últimos dias 12 e 17. Segundo os alunos, a polícia invadiu a casa noturna Badalauê, onde acontecia a festa, e acabou com a diversão alegando que o som ultrapassava o limite permitido. No entanto, os policiais foram além. Resolveram separar homens de mulheres para uma revista sem explicações.

Segundo o secretário de organização política da Executiva Nacional dos Estudantes de Letras (Exnel), Rafael Saldanha, a polícia tentou de várias formas atrapalhar o encontro de estudantes, que já acontece em Soure há vários anos. 'Foi uma burocracia muito grande. Desde o começo a comissão organizadora soube que a Polícia Civil estaria impondo uma burocracia muito grande para a realização do encontro. Tivemos que pagar R$ 211 para fazer um programação cultural na Praia do Pesqueiro, que é um lugar público. Não sabemos para onde vai esse dinheiro. Com certeza isso deve ser dividido entre policiais e até mesmo delegados', denuncia Rafael.

O estudante diz que a noite do dia 16, quando acontecia a festa de encerramento, foi de extrema arbitrariedade da polícia, que de posse de três viaturas, perseguiu e chocou os participantes do encontro. 'Foi um absurdo. Na verdade foi a prática mais evidente de preconceito e homofobia que já vimos', lamentou Rafael. A festa 'Transepel', segundo ele, reúne pessoas de diversas opções sexuais, como gays, lésbicas e bissexuais. 'Essa festa já é histórica, pois ela foi criada a partir de uma ação preconceituosa contra um estudante homossexual que sofreu homofobia durante um encontro de estudantes de Letras', justificou Rafael.


REVOLTA

Depois da ação dos PMs, por volta de 1 hora, os estudantes se indignaram e partiram em passeata pelas ruas de Soure até chegarem à casa do vice-prefeito, Tobias Gonçalves, que respondia pela prefeitura da cidade. 'Fomos até a casa do vice-prefeito porque ele apoiou todo o evento e ainda esteve presente na abertura. Ele foi até a porta e conversou conosco e acabou ajudando. Só que o tempo já havia passado quando a polícia permitiu que a festa continuasse e nos recusamos a voltar', contou Rafael.

Para o vice-prefeito de Soure, Tobias Gonçalves, a ação da polícia foi, de fato, arbitrária. 'Isso virou rotina em Soure. A polícia aqui só tem se preocupado em acabar com festas, mas não em dar segurança para quem vai ou sai da festa. Verificar se o som estava no padrão é um procedimento normal, mas existem outras questões que precisam ser apuradas pelo Governo. Para isso, a prefeitura deverá enviar uma carta à governadora Ana Júlia para pedir a substituição do comando', adiantou o vice-prefeito.

Procurada para falar sobre o assunto, a assessoria de imprensa da Polícia Civil não se manifestou até o fechamento da edição.

Comentários
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Ana Madalena Mesquita  - assassinato   |13/04/09
gostaria de saber sobre um assassinato ocorrido em 2005 de uma pessoa chamada Eduardo Gavinho Nunes
Max Silva   |04/02/09
Moro em Soure há 24 anos, nunca tinha visto uma cena como aquela as pessoas todas na parede da sede como se fossem bandidos, há muitos anos trabalho como segurança naquela sede e foi a primeira vez que vi a policia para a festa para revistar as pessoas fiquei realmente chocado e com a sensação de não saber trabalhar pois tinhamos feito a revista nas pessoas que estavam na festa, o nosso serviço foi menosprezado por esta polícia que ainda é menos preparada que nós.
Isso mostra o quanto que a polícia é arrogante como diz Gabriel o Pensador "a polícia só existe pra manter vc na lei, lei do silêncio, lei do mais fraco..." e até agora os orgão respossáveis não fizeram nada! a PC continua fazendo a mesma coisa parando festa equanto que o tráfico está tomando conta de nossa cidade, e cada vez mais vejo crianças indo por este lado sujo da sociedade, eu até entendo que a PC mida a altura do som, mas que isso seja feita de forma correta a 100 metros de distância da festa não de dentro do estabelecimento ou na portaria, cmo eles fazem em Soure. dixo aqui meu sentimento de extrema tristeza por fatos como estes destruam a imagem da cidade, pois várias pessoas naquela noite disseram que jamais voltam à Soure, mas eu penso que é esse o objetivo da polícia quanto menos pessoas efestas na cidade menos trabalho pra eles, o iteressante é que em uma semana de festa em comemoração aos 150 anos da cidade, que inclusive eu estava trabalhando não vi em nem um dos dias, a presença da PC nem para medir a altura do som nem tampouco para oferecer segurança às pessoas que ali se divertiam.

Amo minha cidade e é uma pena que as pessoas estão deixando de visitá-la por causa da "Polícia" é até engraçado, não?
Dário Pedrosa  - NÃO PODEMOS MAIS TOLERAR   |26/01/09
Estes fatos continuam ocorrendo e corroendo a relação entre a instituição Policia Militar e a população do Marajó.
A Governadora precisa dar um basta nisso. Pois, verdadeiramente, precisamos de um a Policia que conviva em harmonia com a população de bem, contribuinte no processo de reação contra o crime, e que seja vista com respeito e não sob a égide do medo, da imposição do regime militar e do toque de recolher. Fechar festas e humilhar cidadãos de bem não vai resolver o problema, mas sim a ação eficiente das forças de segurança em parceria com a população, em cima do crime "organizado" que promove a venda indiscriminada de maconha, cocaina e outras drogas, e que qualquer morador sabe onde estão os focos, mas como denunciar se não sabemos em quem confiar. A própria Policia sabe de tudo mas não age. Por que? Precisamos de respostas.
Incompetencia ou simplesmente covardia?
Karina Melo   |26/01/09
Esse tipo de comportamento da PC já é de costume como o colega ai acima cita, porém já esta na hora de mudar, não é pq é costume, ou melhor, falta de treinamento, capacitação, que terá que continuar...isso é um absurdo. independentemente de serem homossexuais ou não, todos são iguais.
Anônimo   |26/01/09
Como sempre a Polícia Militar faz m. e a Civil tem que se sujar e limpar depois.
Elis   |24/01/09
Estou visitando a cidade e quando abri o site que trazia essa notícia fiquei lamentando profundamente a atitude da polícia, acredito na liberdade, respeito e dignidade de todo ser humano e fico triste que ainda exista esse tipo de comportamento agressivo e despreparado para lidar com a sociedade. Quanto ao povo, tenho encontrado pessoas muito atenciosas e gentis.
Weliton Melo Lima  - Movimento GLBT de Soure   |21/01/09
Como Presidente do Grupo Igualdade e Respeito de Soure, acho que a ação da Policia Civil não foi uma das mais corretas, porém não é de se assustar, esse tipo de comportamento da PC já é de costume em Soure, uma vez que o abuso do poder faz deles próprios pessoas consequentes desses tipos de acontecimentos.
Ressalto ainda que não foi somente por esse motivo que se deu a paralização da festa, e sim por alguns acontecimentos sérios e absurdos que viriam acontecer durante o Encontro, que é ilegal.
Deixo meu protesto contra o ato hofofobico ocorrido para com os homossexuais que vieram de outros municípios.
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