| Fórum de Turismo debate os problemas da Ilha de Marajó |
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| Por Dario Pedrosa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 26-Fev-2008 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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![]() Ann Pontes, Presidente da Paratur e do Fomentur O último dia 25 de fevereiro, segunda-feira, marcou a realização da 27ª reunião ordinário do Fomentur (Fórum de Desenvolvimento do Turismo no Pará). A reunião ocorreu no salão de eventos da Pousada dos Guarás, em Salvaterra, e contou com a participação de cerca de cem pessoas, entre representantes de comunidades marajoaras, empresários do setor turístico, representantes das Prefeituras e técnicos do Governo do Estado. A reunião foi presidida pela Presidente da Companhia Paraense de Turismo, Ann Pontes, que também é a presidente do fórum. Ela abriu a sessão ordinária ao lado do Presidente do Foremar (Fórum de Turismo do Marajó), João Lima. Participaram também do debate representantes das instituições financeiras instaladas na região como Banco da Amazônia e Banpará. João Lima, do Foremar, defendeu o modelo de marketing a ser utilizado para vender o Marajó turístico e chamou João Rauber Tofoli, da comunidade de Joanes, para expor a situação da comunidade diante da polêmica sobre a preservação do sitio arqueológico. Um modelo de projeto urbanístico para a área do sítio foi apresentado como resultado das discussões entre os moradores da vila e concebido pelo desenhista e ambientalista Lauro Paredes, que aproveitou a oportunidade para denunciar a situação do lixão a céu aberto que vem sendo utilizado em Joanes pela Prefeitura do Município, provocando sérios danos ao ecosistema e poluindo o lençol freático que abastece a vila. Tófoli foi enfático ao pedir o apoio do Fomentur para que Joanes receba a atenção merecida das autoridades, uma vez que é uma das mais atrativas comunidades para promoção do comercio turístico, pela sua história e pela sua riqueza natural. A plenária mostrou-se solidária ao pleito da representação de Joanes e Dona Zuila Gonçalves, empresária do setor turístico na vila e integrante do Foremar, lembrou os projetos que já tiveram inicio na comunidade, mas que não chegaram ao final por falta de interesse político. Ela lembrou da reunião promovida pelo Iphan e Sebrae na comunidade, ocorrida em 26 de outubro de 2006, para discutir os rumos do projeto de revitalização e preservação do sitio arquelógico deixado pelos Jesuitas, datado do século XVI, e dos investimentos previstos para a melhoria do turismo arqueológico, uma das mais atratentes alternativas de geração de emprego e renda na comunidade, que foram suspensos pela ação de um grupo liderado por um vereador que representa a comunidade na Câmara Municipal. Houve, inclusive, ameaças à integridade física dos representantes dos órgãos que participavam da reunião, tendo sido necessário apoio policial para manter a ordem no local, mesmo com a presença do vice prefeito do Município e do Secretário de Turismo. Ann Pontes remeteu o debate para o Foremar, propondo que o Marajó oficializasse as denúncias apresentadas naquele momento para o Forum Estadual, tendo em vista que, somente naquele momento, tomava conhecimento da situação e que, a partir de então, deverá tomar as providencias no sentido de auxiliar a comunidade na superação dos problemas e inclusive propor a retomada dos trabalhos em Joanes rearticulando discusões com o Sebrae e o Iphan. Adilson Alcântara, da Paratur, expôs os resultados da pesquisa de campo realizada pelo órgão, para identificar detalhes da demanda turística que a ilha recebe atualmente e Jacqueline Alves apresentou o modelo de marketing que a Paratur e o Governo do Estado planejam para a região com base nos produtos turísticos que o Marajó já disponibiliza para o mercado como as fazendas de búfalos e as praias fluviais. O momento mais esperado e, por conseqüência, o que provocou maior debate foi quando Arcon e Setran ocuparam o espaço para expor a situação do transporte para a Ilha de Marajó e os projetos defendidos pelo Governo para as melhorias no setor. Patrícia Bitencourt e Pedro Medina da Setran expuseram os valores orçados pelo estado para investimentos no setor rodoviário e portos da região. Falaram sobre a pavimentação da PA 154 no trecho da Vila Camará até a cidade de Cachoeira do Arari, num total de 43 km e a via interligando Ponta de Pedras a Cachoeira do Arari, além dos recursos previstos para a urbanização das orlas nas cidade de Salvaterra e Soure. A Arcon foi representada pelo engenheiro José Bento Andrade e pelo técnico Cláudio Conde que apresentaram uma panorâmica das ações que a Arcon vem desenvolvendo. Os dados apresentados pela Agência foram contestados pelos participantes do fórum, pois apenas mostrava os números desfavoráveis aos empresários, sendo que os números favoráveis foram esquecidos, como a taxa de ocupação dos ferry boats na travessia Icoarací/Porto Salvaterra na Foz do Rio Camará, que mantém-se com uma ocupação média de 80% das vagas de veículos disponíveis. Os barcos que fazem a linha Belém/Camará foram colocados pela agência com uma taxa de ocupação média de 23% dos acentos disponíveis. Empresários do setor criticaram a Agência pela falta de encaminhamento nas solicitações feitas nas reuniões anteriores, voltaram a cobrar melhorias nas embarcações como uma melhor higienização dos banheiros, lanchonetes em melhores condições de atendimento, redução no tempo de viagem das embarcações, abertura imediata de licitação pública para a exploração das linhas e travessias, redução nos preços das passagens e capacitação dos tripulantes das embarcações para o atendimento aos passageiros. Ao Setran foram solicitados mais investimentos para a melhoria dos portos como a construção de estações de passageiros que os proteja da chuva e do sol, principalmente nos portos de Caldeirão, Soure, Beiradão e Vila Camará, inclusão da pavimentação e asfaltamento do trecho da PA 154 que vai de Vila União, em Salvaterra, até o Beiradão, ainda não contemplado pelo projeto atual. Quando questionados quanto a possibilidade de recursos para a construção das pontes sobre o Rio Paracauari, ligando Salvaterra a Soure e sobre o Rio Camará, ligando Salvaterra a Cachoeira do Arari, a Setran respondeu através do Gerente local do orgão, Senhor Duarte, que estão sendo feitos estudos técnicos inicias para identificar a viabilidade destas obras e o custo de cada uma para que, após apresentados à Governadora, possam ser alocados os recursos necessários. Carlos Banach, proprietário da Empresa de Navegação Banav, único empresário do setor presente, lembrou do seu esforço em trazer para o Marajó embarcações à altura das necessidades da população e do mercado turístico, referindo-se ao navio São Francisco, que oferta camarotes com banheiros privativos, salas vips com ar condicionado e confortáveis cadeiras estofadas, usado na tentativa de retorno da linha Belém/Soure, suspensa no final do ano por falta de demanda, deixando um prejuízo na casa dos R$ 426 mil, segundo empresário. Os participantes do fórum abordaram os mais variados assuntos durante a reunião: segurança pública, oferta de cursos profissionalizantes pela ETP-Salvaterra para o setor turístico, oferta de cursos de turimo pelas Universidades que atuam na região e questionaram a ausência de autoridades do poder legislativo dos municípios, pois nenhum Vereador se fez presente a reunião. No início da tarde, chegaram a Salvaterra e visitaram a reunião do fórum o Secretário de Turismo da Belémtur, Wadir Kayath e um grupo de empresário interessados em instalar uma linha aérea Belém/Soure, onde está o aeroporto Guarás, utilizando aviões com 9 lugares. O preço da passagem ficaria em torno de R$ 90,00. Wadir apresentou a proposta à Presidente da Paratur e do Fórum, Ann Pontes, e pediu o apoio dos empresários de hotelaria da região para incentivar o investimento que visa aproximar ainda mais o turista da ilha. Wadir e Ann Pontes lembraram que, em janeiro de 2009, acontecerá, em Belém, o Fórum Social Mundial, quando cerca de 150 mil pessoas de vários países estarão visitando o Pará ávidos por explorar suas belezas naturais e culturais. O Marajó é um dos mais fortes destinos que o Pará oferece, “...portanto todos nos devemos nos preparar para este momento do fórum, quando o Marajó estará sendo vendido ao mundo, casado com a capital do Estado, Belém.” disse Ann Pontes.
![]() Suetônio, Vice-prefeito de Salvaterra
![]() Carlos Banach, da Empresa de Navegação Banav
![]() Nelson Bastos da Casa Civil e Gurgel do Banpará
![]() Plenária do Forum de Turismo em Salvaterra
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